O cateterismo cardíaco ou cineangiocoronariografia é um exame cardiológico diagnóstico de baixo risco de complicações (inferior a 1%), realizado nos laboratórios de hemodinâmica com aparelho específico de RX que amplifica as imagens em um monitor e permite o estudo das artérias coronárias. Além da detecção de obstruções nas artérias, ele também avalia a função do músculo do coração, as valvas e mede as pressões nas cavidades cardíacas. O exame é sempre feito por um médico habilitado (cardiologista intervencionista) com auxílio de outro médico e uma equipe de enfermeiros, técnicos de enfermagem e de RX.
Esse exame pode ser realizado de forma eletiva, ou seja, previamente agendado ou em caráter de urgência, nos casos em que se suspeita de alterações cardíacas agudas, a exemplo, o infarto agudo do miocárdio.
Para a realização deste exame é administrado contraste iodado. Nos casos em que o paciente tenha alergia, o seu médico, para os exames eletivos, irá prescrever um preparo, em média durante 1-3 dias antes da data do exame, de forma a minimizar as possíveis reações. Caso necessário pode-se injetar medicações para tal também no momento do exame. Outra necessidade de preparo se dá em casos de alteração da função renal, onde o contraste pode ser prejudicial. Nestes casos é prescrito o uso de soros intravenosos pelo médico para ajudar a prevenir uma possível piora do funcionamento dos rins.
Esse exame é geralmente solicitado pelo médico quando há suspeita de obstrução nas artérias coronárias. Outras indicações: para evidenciar doenças congênitas, para avaliar doenças das valvas cardíacas.
Suspeita-se da presença de obstruções coronarianas quando há um quadro clínico sugestivo, com paciente referindo dor típica no peito por exemplo, bem como quando há alteração em exames complementares não invasivos como teste ergométrico, cintilografia do miocárdio ou tomografia das coronárias.
O exame é feito de forma ambulatorial ou em regime de day clinic (hospital dia), não sendo necessária internação hospitalar na grande maioria dos casos eletivos. O médico cardiologista hemodinamicista irá realizar uma anestesia local no lugar da punção, onde será introduzido o cateter que chegará até o coração. Por ele é injetado o contraste que evidenciará as possíveis obstruções das artérias. O local da punção pode ser na virilha (artéria femoral), no braço (artéria braquial) ou no punho (artéria radial). O paciente em geral fica acordado durante o exame e a decisão do melhor local por onde o exame será feito é do médico que irá realizá-lo.
As informações no laudo abordam, em especial, os seguintes dados:
Circulação coronariana dominante – mais frequente é a artéria coronária direita dominante (quando a artéria coronária direita emite ramo ventricular posterior). Não se trata de anormalidade, apenas informa ao médico essa característica anatômica.
Tronco da coronária esquerda – dá origem as demais artérias

Artéria descendente anterior – importante artéria que irriga grande parte da parede anterior do coração

Artéria circunflexa – artéria que irriga a parede lateral e/ou posterior do coração
Artéria coronária direita – artéria que irriga a parede inferior e /ou posterior do coração. São também visualizados também os ramos destes vasos.

A ventriculografia, quando solicitada, visa a avaliação do ventrículo e demonstra dados sobre sua força de contração e alterações segmentares, ou seja, se algum território está comprometido e isso fica evidente durante o batimento do coração.

As alterações no exame de cateterismo cardíaco podem ser presença ou não de cálcio, aterosclerose leve, moderada ou severa e diferentes graus (%) de obstruções e irregularidades.
O laudo do exame deve ser mostrado ao seu médico cardiologista para avaliação. Ele irá definir a melhor conduta frente ao resultado apresentado.
A conduta pode ser apenas controlar fatores de risco com mudança do estilo de vida, ou introduzir medicamentos para controle desses fatores, ou mesmo necessidade de outros exames complementares caso haja alguma dúvida com relação à repercussão das obstruções.
Caso seja definido a necessidade de tratamento das obstruções, este pode cirúrgico, por meio da cirurgia de revascularização do miocárdio, com colocação de “pontes”, mamária ou safena, que ultrapassam os pontos de obstrução e permitem a ideal passagem de sangue pelas artérias coronárias, ou então percutâneo, por meio de uma angioplastia coronariana, onde são colocados stents no local da obstrução para restaurar o fluxo sanguíneo. Cada caso é individualmente analisado, a indicação do tratamento leva em conta a anatomia da lesão, os fatores de risco, as comorbidades de cada paciente e os riscos para a realização de cada tratamento.
Converse sempre com seu médico. O diagnóstico e tratamento adequado minimizam as complicações e melhoram a qualidade de vida.
Um grande abraço!

Dra Flavia como sou grata a Deus por meu esposo ser seu paciente .
A senhora é um ser de luz maravilhosa..
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